CRM ou prontuário eletrônico: o que o consultório de assimetria craniana precisa
Bruna CâmaraCofundadora do Assimetrias Cranianas
Publicado em · Atualizado em · 8 min de leitura
A dúvida entre CRM ou prontuário eletrônico some quando se separa o que cada um faz: o CRM organiza o relacionamento com a família, da primeira mensagem ao retorno; o prontuário registra o atendimento clínico, com a anamnese, as medidas e a conduta. O consultório que acompanha bebês com assimetria precisa dos dois, e ganha quando eles estão no mesmo lugar.
Resumo
- CRM cuida da conversa, da origem da família e dos retornos.
- Prontuário cuida do registro clínico, com regras de guarda e acesso.
- Sistemas separados obrigam a digitar duas vezes e perdem o fio do acompanhamento.
- O Especialista Parceiro junta os dois e substitui as ferramentas espalhadas.
O que é um CRM no consultório
CRM é o sistema que organiza o relacionamento: quem é a família, de onde veio, em que estágio está e qual o próximo contato.
A sigla vem do inglês (customer relationship management). No consultório, o CRM é onde chega a mensagem do WhatsApp, onde a recepção anota que a família veio do diretório e onde fica marcado que ela precisa ser lembrada do retorno daqui a 5 semanas.
- Contatos com origem (indicação, Google, diretório)
- Estágio do atendimento (novo, agendado, em acompanhamento, alta)
- Histórico das conversas
- Lembretes e tarefas da equipe
O que é um prontuário eletrônico
Prontuário é o registro do atendimento clínico, obrigatório para profissionais de saúde e sujeito a regras de guarda e sigilo.
No prontuário ficam a anamnese, o exame, as medidas, a conduta e a evolução de cada consulta. Ele tem prazos de guarda definidos em lei e nas normas dos conselhos, e o acesso precisa ser restrito a quem participa do cuidado.
Para o bebê com assimetria, o prontuário guarda a série de medidas que mostra se o tratamento está funcionando, com a idade corrigida quando for o caso.
CRM e prontuário lado a lado
Um responde "como está a relação com essa família"; o outro responde "como está a saúde dessa criança".
| Pergunta | CRM | Prontuário |
|---|---|---|
| De onde veio a família? | Sim | Não |
| Quando é o próximo retorno? | Sim, com lembrete | Às vezes, como anotação |
| Qual foi a conduta da última consulta? | Não | Sim |
| Como evoluíram as medidas? | Não | Sim, com gráfico |
| Quem respondeu a última mensagem? | Sim | Não |
| Quem pode ver? | Equipe de atendimento | Só quem participa do cuidado |
O problema de ter dois sistemas separados
Com dois sistemas, a informação é digitada duas vezes, a família é cadastrada em dois lugares e o lembrete não sabe da conduta.
É comum o consultório ter um sistema de agenda e prontuário e atender pelo WhatsApp no celular. A família que chega pelo WhatsApp é cadastrada à mão no sistema; a data do retorno é anotada no prontuário, mas o lembrete é mandado manualmente, quando alguém se lembra.
Se a recepção leva 3 minutos para passar os dados de cada família nova da conversa para o sistema, e chegam 40 famílias por mês, são 2 horas por mês só de digitação. Os lembretes manuais somam mais algumas horas. O número é ilustrativo: cronometre o seu.
Compare com o seu sistema atual
Conversa, ficha, medidas e lembretes no mesmo cadastro, no plano Diretório + CRM.
Quando um só sistema faz mais sentido
Quando a maioria das famílias chega pelo WhatsApp e o acompanhamento depende de retornos e medidas.
É exatamente o caso de quem atende assimetria craniana: a família chega pelo WhatsApp, volta a cada poucas semanas e precisa ver a evolução. Juntar a conversa, a ficha e o lembrete num só lugar elimina o retrabalho e reduz o risco de esquecer alguém.
Por isso o Especialista Parceiro foi desenhado para substituir as ferramentas espalhadas: o CRM com WhatsApp oficial e o prontuário pediátrico ficam no mesmo cadastro.
Quando vale manter o sistema que você já tem
Quando o seu sistema atual é exigido por convênios, hospital ou rede, ou quando a assimetria é uma parte pequena do seu atendimento.
Médicos que atendem em hospital podem precisar manter o prontuário da instituição. Clínicas grandes, com faturamento de convênio integrado, também. Nesses casos, faz sentido comparar o que o sistema atual já faz e o que falta, antes de mudar.
Liste o que você usa hoje
Agenda, prontuário, WhatsApp, planilhas, lembretes.
Marque o que é obrigatório
Convênio, hospital, assinatura digital.
Compare
O que o novo sistema faz e o que o atual não faz.
Como fica o dia a dia com os dois juntos
A família escreve, vira contato, agenda, ganha uma ficha e recebe o lembrete do retorno, sem que ninguém precise copiar dados de um lugar para outro.
Imagine a mãe que escreve numa terça à noite pelo botão do diretório. Na quarta de manhã, a recepção vê a conversa marcada com a origem e a cidade, responde com a mensagem pronta e agenda a avaliação. No dia da consulta, você abre a ficha que já tem o nome do bebê, a data de nascimento e as fotos que a família mandou depois de autorizar.
Ao final, você registra as medidas e marca o retorno para dali a cinco semanas. O lembrete sai sozinho dois dias antes. Na alta, o relatório com o gráfico vai pelo mesmo WhatsApp. Em nenhum momento alguém digitou o mesmo dado duas vezes, e o histórico inteiro está num lugar só.
Perguntas para fazer antes de contratar qualquer sistema
Antes de escolher, pergunte como os dados entram, quem pode ver cada parte e como você sai levando tudo.
- A conversa do WhatsApp vira cadastro sem digitação?
- O prontuário tem campos para medidas com data e idade corrigida?
- Quem pode ver dados clínicos e quem vê só a agenda?
- Como exporto contatos, fichas e medidas se quiser sair?
- O que acontece com os dados depois do cancelamento?
O que dizem as normas sobre o prontuário
O prontuário é obrigatório, deve ser guardado por no mínimo 20 anos a partir do último registro e só pode ser acessado por quem participa do cuidado.
A Lei 13.787/2018 fixa o prazo mínimo de 20 anos de guarda a partir do último registro, e cada conselho tem a sua norma sobre o conteúdo e o acesso: a Resolução COFFITO 414/2012 para fisioterapeutas e a Resolução CFM 1.821/2007 para médicos. Um CRM comum, feito para vendas, não foi pensado para essas exigências.
Por isso, quem atende saúde precisa de um sistema que trate a conversa e o registro clínico com regras diferentes: a conversa pode ser vista pela recepção; a ficha, só pelos profissionais do caso.
Erros comuns na hora de escolher
Os erros mais comuns são escolher pelo preço da mensalidade, ignorar o tempo de migração e não pensar na exportação dos dados.
- Comparar só a mensalidade, sem contar o tempo de retrabalho
- Não testar no celular, onde boa parte do atendimento acontece
- Não perguntar como exportar os dados se quiser sair
- Esquecer de treinar a recepção
Faltas no retorno são um dos custos invisíveis de ter sistemas separados. Veja leia também: reduzir faltas no retorno do bebê. E para a parte do WhatsApp, leia também: WhatsApp pessoal, Business ou API oficial.
Perguntas frequentes
O CRM substitui o prontuário?
Não sozinho. No Especialista Parceiro, o CRM e o prontuário estão juntos, e é essa combinação que substitui as ferramentas espalhadas.
Posso importar os pacientes do meu sistema atual?
Sim, por planilha [PREENCHER: formatos aceitos].
O prontuário tem assinatura digital?
[PREENCHER: se haverá assinatura com certificado ICP-Brasil.]
A recepção vê os dados clínicos?
Só se você liberar. Os acessos são separados por função.
E se eu quiser sair?
Você exporta contatos, fichas e medidas, com 30 dias para baixar depois do fim do plano.

