Quantos bebês nascem por ano nas 29 cidades do diretório: nascimentos por cidade (IBGE)
Fernanda TavaresCofundadora do Assimetrias Cranianas
Publicado em · Atualizado em · 7 min de leitura
Os nascimentos por cidade nas 29 cidades do diretório somaram 517.418 em 2024, segundo as Estatísticas do Registro Civil do IBGE. São Paulo, sozinha, respondeu por quase um quarto desse total. A tabela abaixo mostra cada cidade, a estimativa de bebês com algum achatamento e a participação no conjunto.
Resumo
- 517.418 nascimentos em 2024 nas 29 cidades (IBGE).
- São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília lideram; Vitória tem o menor número.
- A estimativa de bebês com algum achatamento usa 46,6% (Mawji et al., 2013).
- Os dados são por município de residência da mãe.
As 29 cidades em ordem de nascimentos
A tabela ordena as cidades pelos nascidos vivos de 2024, de mães que moram em cada município.
| Posição | Cidade | Nascimentos em 2024 | Com algum achatamento (estimativa) | Participação |
|---|---|---|---|---|
| 1 | São Paulo/SP | 120.394 | ≈ 56.100 | 23,3% |
| 2 | Rio de Janeiro/RJ | 56.951 | ≈ 26.500 | 11,0% |
| 3 | Brasília/DF | 33.087 | ≈ 15.400 | 6,4% |
| 4 | Manaus/AM | 30.337 | ≈ 14.100 | 5,9% |
| 5 | Fortaleza/CE | 27.447 | ≈ 12.800 | 5,3% |
| 6 | Salvador/BA | 23.361 | ≈ 10.900 | 4,5% |
| 7 | Belo Horizonte/MG | 21.503 | ≈ 10.000 | 4,2% |
| 8 | Goiânia/GO | 17.131 | ≈ 8.000 | 3,3% |
| 9 | Curitiba/PR | 16.929 | ≈ 7.900 | 3,3% |
| 10 | Recife/PE | 15.883 | ≈ 7.400 | 3,1% |
| 11 | Belém/PA | 13.532 | ≈ 6.300 | 2,6% |
| 12 | Porto Alegre/RS | 12.741 | ≈ 5.900 | 2,5% |
| 13 | Maceió/AL | 12.583 | ≈ 5.900 | 2,4% |
| 14 | São Luís/MA | 12.032 | ≈ 5.600 | 2,3% |
| 15 | Campo Grande/MS | 11.338 | ≈ 5.300 | 2,2% |
| 16 | João Pessoa/PB | 10.451 | ≈ 4.900 | 2,0% |
| 17 | Teresina/PI | 9.455 | ≈ 4.400 | 1,8% |
| 18 | Cuiabá/MT | 9.083 | ≈ 4.200 | 1,8% |
| 19 | Natal/RN | 8.311 | ≈ 3.900 | 1,6% |
| 20 | Macapá/AP | 6.905 | ≈ 3.200 | 1,3% |
| 21 | Boa Vista/RR | 6.894 | ≈ 3.200 | 1,3% |
| 22 | Aracaju/SE | 6.637 | ≈ 3.100 | 1,3% |
| 23 | Porto Velho/RO | 6.066 | ≈ 2.800 | 1,2% |
| 24 | Florianópolis/SC | 5.555 | ≈ 2.600 | 1,1% |
| 25 | Montes Claros/MG | 5.178 | ≈ 2.400 | 1,0% |
| 26 | Caxias do Sul/RS | 4.800 | ≈ 2.200 | 0,9% |
| 27 | Palmas/TO | 4.703 | ≈ 2.200 | 0,9% |
| 28 | Rio Branco/AC | 4.651 | ≈ 2.200 | 0,9% |
| 29 | Vitória/ES | 3.480 | ≈ 1.600 | 0,7% |
Fonte: IBGE, Estatísticas do Registro Civil 2024, tabela 2612 do SIDRA. Estimativa: nascimentos × 46,6%.
Veja a página da sua cidade
Nascimentos de 2024 mês a mês, estimativa e vagas por especialidade.
Nascimentos por região
O Sudeste concentra a maior parte dos nascimentos do diretório, puxado por São Paulo e Rio de Janeiro.
| Região | Cidades no diretório | Nascimentos em 2024 | Participação |
|---|---|---|---|
| Norte | 7 | 73.088 | 14% |
| Nordeste | 9 | 126.160 | 24% |
| Sudeste | 5 | 207.506 | 40% |
| Sul | 4 | 40.025 | 8% |
| Centro-Oeste | 4 | 70.639 | 14% |
A participação regional reflete as cidades do diretório, e não a região inteira. O Norte, por exemplo, tem 7 capitais no diretório, mas nenhuma cidade do interior.
O que os números dizem para o profissional
Mais nascimentos significam mais famílias procurando avaliação, mas também mais concorrência pelas 3 vagas de destaque.
Em São Paulo, com 120.394 nascimentos, cada uma das 3 vagas de uma especialidade divide, em média, a atenção de dezenas de milhares de famílias por ano. Em Vitória, com 3.480, a disputa é menor, mas o destaque cobre também a Grande Vitória.
Por isso, a página de cada cidade mostra também os municípios da região e o calendário de nascimentos mês a mês.
Dois exemplos: os nascimentos em Belém e os nascimentos em São Paulo. As demais cidades estão em vagas por cidade.
Como o IBGE conta os nascimentos
O IBGE conta os nascidos vivos registrados em cartório, por município de residência da mãe e por ano de nascimento.
As Estatísticas do Registro Civil reúnem os registros feitos nos cartórios. Usamos a variável "nascidos vivos ocorridos no ano", que exclui registros tardios de anos anteriores. Por isso, os números podem ser um pouco menores do que o total de registros feitos no ano.
Os nascimentos não se distribuem igualmente pelos meses. O efeito disso na agenda está em leia também: quando a agenda de assimetria enche no ano.
Capitais grandes e pequenas: o que muda
Nas capitais grandes, há mais famílias e mais profissionais; nas pequenas, menos famílias, mas também menos opções para elas.
São Paulo, Rio de Janeiro e as maiores capitais concentram dezenas de milhares de nascimentos por ano, e também a maior parte dos profissionais especializados. Nas capitais menores, como Palmas, Boa Vista ou Macapá, o número de famílias é menor, mas muitas vezes há poucos profissionais com experiência em assimetria craniana, e as famílias chegam a viajar para outra capital.
Para o profissional, isso significa estratégias diferentes. Na capital grande, o desafio é se destacar entre muitos; na pequena, é ser encontrado por famílias que nem sabem que existe atendimento especializado na cidade.
Como os dados podem mudar nos próximos anos
Os nascimentos no Brasil vêm caindo ano a ano; a conta deve ser atualizada sempre que o IBGE publicar um ano novo.
As estatísticas do registro civil mostram queda no número de nascimentos no país ao longo da última década. Isso não quer dizer que a procura por atendimento diminui na mesma proporção: a informação sobre assimetria craniana circula mais, e mais famílias procuram orientação cedo.
Por isso, as páginas de cidade mostram o ano dos dados e serão atualizadas quando o IBGE publicar os números seguintes. Para planejar, olhe a tendência da sua cidade em alguns anos, e não só o último dado disponível.
Como usar a tabela na sua decisão
Compare a sua cidade com as vizinhas, olhe o calendário mês a mês e combine com o que você já vê na sua agenda.
A tabela anual mostra o tamanho da cidade; o calendário mensal, na página de cada cidade, mostra quando a procura tende a crescer. Juntos, ajudam a decidir onde priorizar o perfil, quando reservar horários e se vale investir em destaque.
Nenhum desses números substitui a sua experiência. Use-os como ponto de partida e ajuste com o que você observa no consultório ao longo do ano.
Perguntas que a tabela não responde
A tabela não mostra quantos profissionais atendem em cada cidade, quantas famílias procuram atendimento nem como é o acesso ao plano de saúde.
Os nascimentos mostram o tamanho da população de bebês, mas não a oferta de atendimento nem a renda das famílias. Duas cidades com o mesmo número de nascimentos podem ter realidades muito diferentes: numa, vários fisioterapeutas pediátricos e uma clínica de órtese; noutra, nenhum profissional com experiência em assimetria.
Também não sabemos, pela tabela, quantas famílias têm plano de saúde ou viajam para outra cidade em busca de atendimento. Essas informações vêm da sua experiência local e da conversa com os colegas da região, e completam a leitura dos números.
Da estimativa à agenda da clínica de órtese
A estimativa de achatamento não é número de pacientes; para a órtese, a fração é ainda menor e depende do encaminhamento a tempo.
A maior parte dos casos é leve e melhora com orientação e fisioterapia. A clínica de órtese depende de receber o bebê na janela certa, como mostra leia também: receber o bebê dentro da janela da órtese.
Perguntas frequentes
Por que 2024 e não um ano mais recente?
São os dados mais recentes publicados pelo IBGE na consulta de 31/10/2026.
Os números incluem a região metropolitana?
Não. Cada número é do município. A página de cada cidade lista os municípios vizinhos que o destaque cobre.
Brasília inclui todo o Distrito Federal?
Sim. O IBGE trata o Distrito Federal como um único município.
Os 46,6% valem para o Brasil?
É a prevalência de um estudo canadense com bebês de 7 a 12 semanas. Usamos como ordem de grandeza, não como medida brasileira.
Onde vejo a fonte original?
No SIDRA do IBGE, tabela 2612, variável "nascidos vivos ocorridos no ano".


