Regras de publicidade do COFFITO e do CFM: avaliações, fotos e preço no seu perfil
Fernanda TavaresCofundadora do Assimetrias Cranianas
Publicado em · Atualizado em · 9 min de leitura
As regras de publicidade do COFFITO e do CFM decidem o que pode aparecer no seu perfil, no Instagram e no diretório. Para médicos, a Resolução CFM 2.336/2023 liberou o preço da consulta e, com condições, imagens de pacientes. Para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, valem os códigos de ética do COFFITO, que pedem autorização expressa para depoimento e imagem de paciente.
Resumo
- Médicos podem divulgar o preço da consulta (Resolução CFM 2.336/2023).
- Antes e depois só é permitido ao médico com regras: casos bons e ruins, finalidade educativa e paciente não identificado.
- Fisioterapeutas e TOs precisam de autorização expressa para depoimento e imagem de paciente.
- Em qualquer profissão, nada de promessa de resultado nem sensacionalismo.
O que muda entre médicos e fisioterapeutas
Cada conselho tem a sua norma: o médico segue a Resolução CFM 2.336/2023; o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional seguem os códigos de ética do COFFITO.
| Tema | Médico (CFM) | Fisioterapeuta e TO (COFFITO) |
|---|---|---|
| Identificação | Nome, CRM/UF e RQE se anunciar especialidade | Nome e número do CREFITO |
| Preço da consulta | Permitido | [VALIDAR com o COFFITO] |
| Depoimento de paciente | Pode repostar agradecimentos sóbrios, sem adjetivos de superioridade | Só com autorização expressa [VALIDAR artigo] |
| Imagem de paciente | Com finalidade educativa, sem identificação e sem manipulação | Só com autorização expressa dos responsáveis |
| Antes e depois | Permitido com casos satisfatórios e insatisfatórios e complicações | [VALIDAR com o COFFITO] |
| Promessa de resultado | Proibida | Proibida |
Base: Resolução CFM 2.336/2023 (resumo do próprio CFM) e Resolução COFFITO 424/2013. Itens marcados devem ser conferidos no texto integral da norma.
O que o CFM permite desde a Resolução 2.336/2023
O CFM passou a permitir a divulgação de preços, de equipamentos e o uso de redes sociais, com a proibição do sensacionalismo.
Segundo o resumo publicado pelo CFM, o médico pode divulgar o preço da consulta, os equipamentos do consultório e fazer campanhas. Pode também repostar agradecimentos de pacientes, desde que sóbrios e sem adjetivos que sugiram superioridade ou prometam resultado.
Imagens de pacientes podem ser usadas com finalidade educativa, ligadas à especialidade registrada, sem manipulação e sem identificar o paciente. O antes e depois exige mostrar também resultados insatisfatórios e possíveis complicações, o que torna o recurso pouco prático para bebês.
O que o COFFITO exige do fisioterapeuta e do TO
O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional seguem os códigos de ética de cada profissão, com regras próprias para a publicidade.
O Código de Ética da Fisioterapia é a Resolução COFFITO 424/2013; o da Terapia Ocupacional, a Resolução COFFITO 425/2013. Os dois pedem identificação com nome e registro, proíbem promessa de resultado e exigem autorização expressa para usar depoimento ou imagem de paciente [VALIDAR artigos exatos].
Fisioterapeutas que se anunciam como especialistas precisam do título registrado no COFFITO. Para osteopatas, a regra específica está em leia também: o que o osteopata pode dizer no perfil.
Avaliações do Google no perfil
Mostrar avaliações é possível, desde que você não escolha só elogios exagerados nem as use como promessa.
A avaliação no Google é escrita pela família, não por você. Ainda assim, quando você a destaca no seu perfil ou nas redes, ela passa a ser publicidade sua. Prefira trechos sóbrios, sem adjetivos como "a melhor" ou "resolveu em uma semana".
Antes de repostar um elogio, pergunte: este texto promete a outra família um resultado que eu não posso garantir? Se sim, não reposte.
Comece pelo perfil gratuito
O perfil no diretório já segue as regras de publicidade do seu conselho.
Fotos de bebês: o cuidado dobrado
Foto de bebê é dado de saúde de criança: além do conselho, entra a LGPD.
Mesmo quando o conselho permite a imagem, o consentimento dos responsáveis precisa ser específico para aquela finalidade. A autorização para registrar a foto no prontuário não vale para postar no Instagram. O detalhe está em leia também: fotos do bebê no WhatsApp e a LGPD.
Erros mais comuns em perfis de saúde infantil
Os erros mais comuns são anunciar especialidade sem registro, usar fotos de bebês sem autorização e prometer resultado.
Ao revisar perfis de profissionais que atendem bebês, três problemas aparecem com frequência. O primeiro é o título: "especialista em plagiocefalia" não é especialidade reconhecida em nenhum conselho, e o anúncio de especialista exige registro. O segundo são as fotos de bebês publicadas sem uma autorização específica para divulgação. O terceiro são frases como "resultado em 30 dias" ou "corrige a cabeça", que prometem o que nenhum tratamento pode garantir.
Corrigir esses três pontos já deixa o perfil muito mais seguro. Em vez do título, descreva o público que você atende; em vez da foto do bebê, use uma imagem do consultório ou sua; e em vez da promessa, explique como é o acompanhamento.
O que muda no Instagram e no Google
As regras são as mesmas em qualquer canal; o que muda é o formato e o cuidado com comentários e avaliações de terceiros.
O perfil no Google, o Instagram e o site seguem as mesmas normas do conselho. A diferença é que, nas redes, terceiros podem comentar e marcar o profissional. Comentários com promessas ou relatos sensacionalistas feitos por pacientes não são de responsabilidade direta do profissional, mas repostá-los ou destacá-los passa a ser.
No Google, as avaliações aparecem sem que o profissional escolha quais. O cuidado está em responder com sobriedade, sem expor dados do paciente na resposta, mesmo quando a avaliação é negativa e a família contou detalhes do atendimento.
Quando procurar o conselho
Quando a dúvida envolve um caso concreto, como um título, uma campanha ou o uso de imagem, vale consultar o conselho regional antes de publicar.
Os conselhos regionais respondem a consultas sobre publicidade, e uma resposta por escrito protege o profissional se houver questionamento depois. Isso é especialmente útil para quem tem formações complementares e não sabe como apresentá-las, ou para clínicas que querem divulgar preços e condições.
Na plataforma, o diretório já segue as regras mais restritivas entre os conselhos envolvidos, por escolha: não exibe antes e depois, não destaca depoimentos e mostra sempre nome e registro. Assim, o perfil fica adequado para profissionais de áreas diferentes.
Checklist antes de publicar o perfil
Sete perguntas que evitam a maioria dos problemas com o conselho.
- Nome e número do registro estão visíveis?
- A especialidade só aparece com RQE ou título registrado?
- Há alguma promessa de resultado ou de prazo?
- Há imagem de paciente identificável?
- Os depoimentos são sóbrios e autorizados?
- O preço segue a regra do seu conselho?
- Há palavras como "melhor", "único" ou "garantido"?
No diretório do portal, o perfil é montado dentro dessas regras. Entenda como funciona o destaque por cidade.
Perguntas frequentes
Posso dizer que sou especialista em plagiocefalia?
Não existe especialidade com esse nome. Você pode dizer que atende bebês com plagiocefalia, e anunciar a especialidade registrada (RQE ou título).
Posso pagar anúncio no Instagram?
Sim, nas duas profissões, seguindo as mesmas regras de conteúdo.
Posso divulgar desconto na consulta?
O CFM passou a permitir campanhas promocionais. Para o COFFITO, confira o texto do código de ética [VALIDAR].
O conselho fiscaliza o diretório?
O conselho fiscaliza o profissional, onde quer que a publicidade apareça. Por isso o perfil é revisado antes de ir ao ar.
Repostar um story de uma mãe é permitido?
Para o médico, sim, se o texto for sóbrio e sem promessa. Para fisioterapeutas e TOs, só com autorização expressa e sem identificar a criança.


